A TERRA PROMETIDA
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A TERRA PROMETIDA

Os formandos de Engenharia obsequiosos presenteiam o antigo monitor que se aposenta com uma viagem ao sítio seminal da Liberdade no Brasil. A bordo de um Ita, Juvenal, seu nome, vive, entre o presente recebido e a chegada ao destino planejado pelos alunos, um universo formidável. Em casa, com as passagens que o levariam de Porto Alegre até Maceió, gera desconfiança na família, pela incompreendida viagem. Tem dois amigos que comumente trocam ideias – um Benzedor/Rezador e um extraviado imigrante norte-americano negro. Os mundos que este grupo retém em suas mentes é debatido, escrutinado, trazendo ao leitor experiências incomuns. Nestas experiências, a morte de uma centenária vovó, sem recursos para um enterro, faz ser lançado o germe de um pujante empreendimento lotérico que dará suporte a todo o progresso de uma comunidade chamada Colônia Africana, onde o Rezador vê transformada sua humilde casa de rezas num portentoso tabernáculo, com escola e setores lúdicos. A marcha do desenvolvimento revela histórias como a de Adouá, uma africana auto-escravizada, após anos de guerrilha contra os traficantes e que, embarcada no negreiro chega ao Brasil como mulher livre. Curandeira, ela gera o Rezador e tem por epílogo a gente Brasil: português/negra. Mostra a mais, este progresso, a presença de um bispo aposentado metodista, que se associa ao projeto, também iniciativa de seu irmão, e encontra nova razão de viver no encontro com uma bela jovem, na história Austin & Ambrósia. A viagem para o Nordeste se inicia, Juvenal embarca no Itapagé e vai ao longo da grande jornada vendo o Brasil pelos olhos de jovens buscando sucesso no Eldorado brasileiro: São Paulo das indústrias e no Ciclo do Café. Tem por companheiro de certo trecho da viagem um homem de fé, luz e caridade. Quase ao fim da jornada, que por pouco não é interrompida por dois torpedos da Marinha de Guerra Alemã, encontra na pessoa de um africano, natural da Costa do Ouro, rico plantador/exportador de cacau, a compreensão de como a escravidão atlântica pode ser vista pelos olhos de um cidadão do local de aonde mais se exportou seres humanos para as Américas, no Holocausto maior de tempos modernos. Juvenal, numa mistura do real e do fantástico chega à Serra da Barriga e vive o surgimento do quilombo seminal, um século antes do histórico Dos Palmares. Artesão amador e atávico, volta para casa e, em seu recanto de produção artística, relembra tudo e se prepara para, num painel, Plantar História.
Editora: CHIADO (BRASIL)
ISBN: 989526545X
ISBN13: 9789895265459
Edição: 1ª Edição - 2019
Número de Páginas: 262
Acabamento: PAPERBACK
Formato: 14.00 x 22.00 cm.
por R$ 33,00