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    AGRESSAO, VIDA E MORTE
    Ref:
    774530

    Sinopse

    A subestimação da função vital da agressividade é a falha metapsicológica básica: para Freud ela servia à morte e não à vida. O contrário é mais plausível: a agressão que visa matar em vez de defender a vida é uma perversão do instinto natural. A inoperância psicanalítica ante a agressividade social sugere o uso da metapsicologia para compreender a violência coletiva. Sendo o instinto agressivo grupal sublimável apenas parcialmente, uma parte deve ter descarga original. Religião, arte e ciência são instrumentos culturais ineficazes na contenção da violência por serem processos repressivos e sublimatórios, havendo escassez de métodos catárticos para descarregar a energia agressiva. O desporto é o meio mais seguro de catarse da impulsão agressiva. Uma análise do futebol qualifica-o como o meio preferencial de escoamento civilizado da violência social.
    Cem anos após a publicação dos artigos inaugurais da metapsicologia, suas obscuridades nunca foram superadas. Essa falha é examinada aqui, com destaque para a conceituação inadequada da agressividade como Trieb de morte, caracterizada neste livro como terceiro componente do Trieb de vida, ao lado dos dois estabelecidos por Freud (sexual e autopreservativo). Experiências etológicas são usadas para fundamentar o trieb agressivo sem conotação de morte. A pesquisa com animais permite definir a agressão como um instinto em prol da vida e não contra ela: a destruição como finalidade primária é uma perversão da agressividade normal. Esse atributo da agressão demanda examinar seu papel na ação terapêutica. Dada a inoperância do método psicanalítico ante a destrutividade grupal, é sugerido que a experiência da análise individual contribua para minimizar a violência resultante de triebe agressivos individuais conjugados. Estando a destrutividade coletiva fora do campo psicanalítico, os conhecimentos etológicos sobre o instinto agressivo social são o ponto de partida para a compreensão de como a psicanálise pode influir sobre a violência social pós-moderna.
    A demonstração etológica de que a destrutividade grupal é um instinto — portanto, inextirpável —, suscita examinar se ele é sublimável. Conclui-se que o trieb agressivo é sublimável apenas parcialmente, devendo a parte não sublimável descarregar-se catarticamente. Os instrumentos culturais refreadores da agressividade (religião, arte e ciência), de cunho repressivo ou sublimatório, são insuficientes para conter a parte não sublimável ou irreprimível, que exige descarregar-se. Por insuficiência de métodos sociais catárticos, essa parte sói descarregar-se violentamente. O exame metapsicológico dos achados etológicos ensejam concluir que o desporto — o futebol em particular — é o melhor desaguadouro catártico do trieb agressivo. Uma análise do futebol provê argumentos metapsicológicos para elegê-lo a via preferencial para escoar a violência social de maneira racional e consequente.
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    Ficha técnica

    Especificações

    ISBN9788579848988
    SubtítuloUM ENIGMA INDECIFRADO DOS 100 ANOS DA METAPSICOLOGIA FREUDIANA
    Pré vendaNão
    Peso214g
    Autor para link
    Livro disponível - pronta entregaNão
    IdiomaPortuguês
    Tipo itemLivro Nacional
    Número de páginas184
    Código Interno774530
    Código de barras9788579848988
    AcabamentoBROCHURA
    AutorANDRADE, VICTOR MANOEL
    EditoraACADEMICA
    Sob encomendaNão

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