COM OLHOS DE MENINA
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COM OLHOS DE MENINA

Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;} Normal 0 21 false false false MicrosoftInternetExplorer4 st1\:*{behavior:url(#ieooui) } /* Style Definitions */ table.MsoNormalTable {mso-style-name:"Tabela normal"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;} Encarnació Martorell i Gil tinha apenas 12 anos quando a Guerra Civil estourou na Espanha. Diante do horror que se aproximava, a menina começou a relatar em um diário o que acontecia em sua casa e em seu bairro de uma Barcelona sitiada por bombardeios aéreos e navais. Frequentemente comparado a O diário de Anne Frank, Com olhos de menina se distingue por ter sido escrito quatro anos antes e pelo destino menos trágico de sua autora. Encarnació iniciou suas anotações em 19 de junho de 1936, um dia após o general Franco ter se rebelado contra o governo republicano de esquerda, o que deflagrou a Guerra Civil. Vivendo em Barcelona, ela continuou a escrever até 1938, um ano antes da vitória das tropas de Franco. Nas páginas repletas de inocência, com lucidez e penetrante capacidade de observação, ela descreve desde o entusiasmo inicial das pessoas por uma guerra que deveria durar quatro dias até a presença quase cotidiana e rotineira de milicianos que se transformam em soldados, as notícias das frentes de luta e a morte de amigos e companheiros. A experiência da autora é sofrida. Os relatos detalham a dura rotina da menina e sua família. Obrigada a largar a escola e ajudar os pais em todas as tarefas domésticas, além de enfrentar enormes filas para conseguir pão, batatas e outros alimentos básicos, como café e açúcar, — o racionamento de comida se intensificou à medida que o fim do conflito se aproximava —, Encarnació perdeu a infância e parte de sua adolescência. Ela narra o medo dos ataques aéreos e a vergonha de andar maltrapilha pelas ruas, circunstâncias comuns durante a guerra, mas que deixam cicatrizes profundas em quem as vivencia. Após a Guerra Civil, em função da pobreza que assolava o país, Martorell foi obrigada a largar definitivamente os estudos e começar a trabalhar. Mas há também pequenas satisfações, doçura, alegrias, porque, apesar das dificuldades, Encarnació ama a vida e tem um enfoque positivo. Este diário, com seus mais de cem relatos, está cheio de reflexões feitas com a pureza de espírito de uma menina que se encontra entre a infância e a adolescência, e é um hino à paz, ao amor e à justiça universais. Durante os três anos de guerra, Encarnació amadurece, e em seu âmago despertam sentimentos e afetos. Seus pais nunca souberam do diário que escrevia, e os papéis permaneceram ocultos em uma gaveta da casa em que morava por mais de 70 anos, e só foram descobertos há poucos anos. Graças ao escritor Salvador Domènech, que encorajou a publicação deste livro, temos acesso a este relato único, uma das contribuições mais límpidas sobre a Barcelona e a Catalunha em guerra, verdadeira joia que contém a descrição real de um capítulo sombrio da história recente da Espanha.
Editora: RECORD
ISBN: 8501091014
ISBN13: 9788501091017
Edição: 1ª Edição - 2011
Número de Páginas: 208
Acabamento: BROCHURA
Formato: 14.00 x 21.00 cm.
por R$ 57,90