EGRESSOS DO CATIVEIRO - TRABALHO, ALIANÇA E MOBILIDADE SOCIAL

EGRESSOS DO CATIVEIRO - TRABALHO, ALIANÇA E MOBILIDADE SOCIAL

A partir do estudo da micro-história, para compreender o todo, o autor nos apresenta o caso dos escravos alforriados na região da cidade de Porto Feliz (SP), entre o fim do século XVIII e meados do século XIX, quando pardos, negros libertos e seus descendentes precisavam criar relações sociais para que pudessem realmente se sentir inseridos e serem inseridos na sociedade da época.Dentro da ordem escravista brasileira, por vezes é difícil imaginar que os libertos, seus descendentes e também os pardos pudessem ter algum papel de proeminência. Alguns até conseguiram, mas nem sempre podemos dizer que isso era fato corrente. A maioria dos libertos perdeu-se pelo caminho.Assim, tendo como base metodológica o estudo da história com o viésda escola italiana, que conhecemos como micro-história, o estudo do particular para explicar, ou tentar compreender o todo, o autor nos apresenta a história de cinco famílias de ex-escravos que viveram na região de Porto Feliz, em São Paulo. Região,esta, que durante o período das monções servia como ponto de referência para aqueles que praticavam a mineração em Mato Grosso, entre os séculos XVIII e XIX.Trata-se, portanto, do estudo da visão e inserção dos pardos, os mestiços, dentro do processo social, que acabarão por reproduzir em suas relações intragrupo e com a sociedade em geral, as mesmas situações vigentes no Brasil escravistas. Ao pardo interessava não apenas uma vida econômica confortável, diferente da dos escravos; muito interessava, também, ser visto como parte da sociedade que mandava, sendo, portanto, considerados em muitos casos como brancos.
Editora: MAUAD
ISBN: 8574782688
ISBN13: 9788574782683
Edição: 1ª Edição - 2008
Número de Páginas: 404
Acabamento: BROCHURA
Formato: 17.00 x 23.00 cm.
por R$ 72,00