ELIPSES
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ELIPSES

Eis um livro de fendas, grande vácuo que os dois poetas com paciente desespero- ou, quem sabe,estoicismo- vão desenhando, como quem busca correspondências sabendo que elas existem precariamente suspensas logo ali, fora do alcance, mas sedutoramente longiperto. Eis um texto que surpreende pelas reverberações de Casa Nova Boaventura e de Boaventura sobre Casa Nova. Em um, o alto-falante vai gritando um novíssimo léxico, barroca frenética busca de sensações despertadas por novos sons, esse espantauro orgástulo, que devem suprir-nos com um novo logos sensorial. Quem diria, um logos sensorial? Um flâneur dos sentidos olha a cidade e compromete seu corpo com ela. Em outra, o texto cifrado em staccato produz surpreendências, levando-nos do corte no olho do cão andaluz ao sol/olho que é vento.Os poros o ver e do falar, o ler como ouvir, o ver vazio feito de cheiros,esses sim significativos, os olhos para ver os buracos da percepção, piscando os olhos para ver se acho uma falha qualquer.
Editora: 7 LETRAS
ISBN: 8575773739
ISBN13: 9788575773734
Edição: 1ª Edição - 2007
Número de Páginas: 66
Acabamento: BROCHURA
Formato: 14.00 x 21.00 cm.
por R$ 26,00