MATINAS E BAGATELAS

MATINAS E BAGATELAS

Religiosidade perdida/partida. Há o excedente: da voz dos ventos dos mares. Há vésperas há matinas pensas nas horas no instável instante. As musas já não cantam não contam mas os lábios ainda murmuram orações d´antanho. O sebastianismo morre em civismo sem futuro. Sonoridade barroca se mistura com versos em francês. Como falar em estilo se a solenidade de ritmos consagradas contraponteia com a austeridade concretista? O advento solene se desfaz em bagatelas e das bagatelas nascem versos que atravessam tempos mares fronteiras ao suave sopro da brisa. Que seria do cotidiano não se fosse a poesia? Sem poesia o que da vida? Poesia não tem data. Não está sujeita à história faz história. A memória vem mas aos pedaços restos de experiências naufragadas. Memórias despertam de repente no gesto impensado de um menino. Já nada prende ritmos e sons. Os poemas se movem com a agilidade das dunas no embalo das ondas ou com a espontaneidade do brinquedo. Respira-se alegria vida canto.
Editora: ATELIE EDITORIAL
ISBN: 8574801445
ISBN13: 9788574801445
por R$ 42,00