NEM DO MORRO, NEM DA CIDADE - SAMBA E INDUSTRIA CULTURAL - 1920/45

NEM DO MORRO, NEM DA CIDADE - SAMBA E INDUSTRIA CULTURAL - 1920/45

Leve e densa, oscilando entre a diversão e a tensão - elementos dados pela própria linguagem do samba -, esta análise, que se fez em meio a notas musicais, rimas e refrãos, traduz o embate entre o tradicional e o moderno, entre a "cidade civilizada" da avenida Rio Branco e a "Pequena África" encravada na ondulação dos morros; entre o sambista "bem comportado" e bem trajado a "redimir" o samba e o sambista "marginal", de chinelos e camiseta, imagem da favela, da negritude e da malandragem, síntese de seu "desprestígio". Numerosas porque necessárias, as aspas são reveladoras de que nos bastidores do samba travava-se uma árdua luta, sem choro nem vela, por reconhecimento social e valorização comercial da música que era entendida como símbolo da brasilidade. Esse processo, de construção ideológica do samba como ritmo nacional, acabaria deixando a praça, o terreiro e os malandros para trás. O samba perdia a humildade, penetrava no Municipal, transpunha as fronteiras nacionais, como lembra a inspirada parceria de Cartola e Carlos Cachaça.
Editora: ANNABLUME
ISBN: 8574195200
ISBN13: 9788574195209
Edição: 1ª Edição - 2005
Número de Páginas: 281
Acabamento: BROCHURA
Formato: 14.00 x 21.00 cm.
por R$ 62,00