PROUST E A FOTOGRAFIA
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PROUST E A FOTOGRAFIA

Nascido na Hungria, Brassaï foi um dos grandes fotógrafos do século XX e um retratista de Paris, cidade na qual se radicou em 1924. aliás, a paixão pela capital francesa, cuja sofisticação guarda algo de mórbido e soturno, está na raiz desse livro que Gyula Halasz (seu verdadeiro nome) dedicou a Marcel Proust – autor de Em busca do tempo perdido, que ele descreve como uma "fotografia gigantesca". As relações entre literatura e fotografia não são freqüentes (pelo menos não tão freqüentes quanto com outras formas de arte), mas geraram algumas obras marcantes – desde textos ficcionais como Nadja, de André Breton, e o conto Las babas del diablo, de Julio Cortázar (que inspirou o filme Blow up, de Michelangelo Antonioni), até ensaios já clásicos como A câmera claro, de Roland Barthes, e Sobre fotografia, de Susan Sontag. Num contexto brasileiro, vale destacar o mais recente (e melhor) romance de Cristovão Tezza, intitulado justamente O fotógrafo. São casos, de todo modo, em que a fotografia ocupa um lugar central como metáfora ou objeto de reflexão. Obviamente, não se pode dizer o mesmo dos sete volumes da epopéa proustiana sobre o tempo. Por isso, muitas vezes o livro de Brassaï soa exagerado, como ao afirmar que, a despeito das leituras de Chateaubriand, Nerval ou Baudelaire, "o precursos oculto que talvez mais tenha inspirado Proust é a fotografia e sua imagem latente".A leitura de Brassaï é apaixonada e não esconde a identificação profunda que o fotógrafo vê entre a obra de Proust e seu próprio trabalho: "Autor de Paris à noite e de Paris secreta, sinto certa afinidade com esse Proust fotógrafo noturno"– escreve ele, referindo-se a suas séries de imagens parisienses (das quais a edição da Jorge Zahar traz uma pequena amostra).
Editora: ZAHAR
ISBN: 9788571108424
ISBN13: 9788571108424
Edição: 1ª Edição - 2005
Número de Páginas: 184
Acabamento: BROCHURA
Formato: 14.00 x 21.00 cm.