Aqui, tomamos conhecimento, pela brilhante narrativa de Daniel Asthatides, da maior saga de todos os tempos: a sagade Ridan. No distante ano de 72 d.C. (Depois do Cataclisma), a cidade de Ridan encontrava-se retalhada entre milhares de bandos armados, comandados por chefes truculentos que viviam do comércio de água e comida e do tráfico de drogas. Seus milhares de habitantes viviam de um comércio rudimentar e de pequenas plantações comunitárias. Após o terrível cataclisma de água e fogo que destruiu a cidade e extinguiu metade da sua população de seis milhões de habitantes, Ridan mergulhou numa sangrenta guerra civil (La Matanza) e na Guerra das Bandanas que, juntas, durariam 29 anos e matariam pelo menos outros dois milhões de ridaneses. Afundada em miséria e dor, a outrora cosmopolita cidade de Ridan tornou-se um feudo isolado do mundo e um território do arbítrio. Neste lugar, não havia freio ao poder dos senhores da guerra que comandavam pelas armas uma população de miseráveis. Sobre todos os chefes das bandanas, reinava o cruel Cassius Rorundu, autointitulado “O Imperador”, montado em seu exército de 10 mil homens. Oprimidos pelos bandos, muitos ridaneses foram forçados a fugir para os esgotos da cidade para lá formarem uma outra sociedade, conhecida como los esgutes. Neste cenário desolador, assistimos à saga de homens e mulheres comuns que, por pura indignação e determinação, de mãos nuas, tornam-se heróis entre os mais desvalidos a combater desabusadamente pela liberdade. A partir de um punhado de sonhadores inconsequentes, uma autêntica revolução virá, do submundo, desafiar o poder dos bandos armados numa guerra de desfecho improvável.