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Sinopse
A modernidade europeia inaugura, com Descartes, um debate longevo sobre a percepção das coisas. A questão central busca entender qual a relação entre as ideias em nossa mente e os objetos fora de nós. Embora as respostas variem entre autores canônicos como Espinosa e Leibniz, Nicolas Malebranche (1638-1715) surge como uma figura fundamental nesse cenário.
Através de uma análise minuciosa, percebe-se que Malebranche dedicou anos para elaborar e reelaborar sua explicação acerca da percepção. Esse processo, marcado por querelas epistolares e revisões de textos, revela a profundidade de um pensamento que recusa tanto as ideias inatas quanto o empirismo radical.
A visão em Deus e Malebranche
Pouco estudado no Brasil, o pensamento de Malebranche ganha novo fôlego com a obra de Sacha Zilber Kontic. O autor oferece uma explicação profunda sobre a teoria da visão em Deus e sua relação direta com o ato de perceber. Nesse contexto, a percepção em Malebranche não é apenas um fenômeno isolado, mas algo que condensa metafísica e experiência de forma única.
Além disso, essa perspectiva permite dar um novo significado aos binômios clássicos da filosofia moderna:
Corpo e espírito;
Sensível e inteligível;
Finito e infinito;
Razão e experiência.
Diálogos e interpretações
O estudo da percepção em Malebranche estabelece diálogos essenciais, tanto com seus contemporâneos quanto com comentadores consagrados. Portanto, a análise das diferentes versões dos textos malebranchianos permite compreender o lugar exato do autor nos debates seiscentistas.
Em suma, ao explorar a essência e a existência sob a ótica da visão em Deus, a obra reafirma a importância de Malebranche para a história da filosofia europeia, conectando a teoria do conhecimento à experiência sensível de maneira inovadora.
