A poesia desse Além do Umbigo é uma jornada para dentro de nós mesmos. “Mas é difícil ficar de boa com tantas guerras, racismo e outras dores do mundo, não é, Zé?” A sua poesia passa por tantas influências com pitadas de jazz; ela faz o dia ser especial ao ponto de não desistirmos das bossas; ela não nos deixa esquecer o dia de hoje. Voamos e dançamos com a sua foto. “Zé, você ainda tem dúvidas que o sol vai sair hoje?” Nesse tópico, além do jazz e outros ritmos, o blues da sua poesia não é triste assim como pintam: você pensa em contradições! As amizades, por aqui, voam... “Quanta fé na vida suas palavras ensinam, Zé!” Nessa hora, Deus está vendo tudo e até Nanã é testemunha desse seu umbigo que tudo viu nascer. Continuando a leitura, cheia de significâncias, até fechar o diário de intimidades, a gente dá de cara com um poeta olhando para o seu umbigo: a poesia nos faz reconhecer que somos filhos de um único ventre. “Dizem que você fala muito, Zé?” Na verdade, é a sua poesia que fala como um canto de boiadeiro. Ela é tão íntima que dá para fazer um diário com beijos, mar, gatos, sol a pino, música, ilha, paz sem despedida e tesão pela vida. “Uma última pergunta, Zé: você acredita em poesia?” Por assim dizer, sem desatinar, basta ler para responder.