O pano de fundo de 'O artista da morte' é o conflito entre israelenses e palestinos, sobre o qual se desenrolam as tramas que envolvem os serviços secretos de diferentes países, incluindo, sem dúvida, os Estados Unidos; vítimas inocentes, ou melhor,lindas mulheres que se deixam levar pelo glamour irresistível dos agentes secretos; assassinatos espetaculares e missões complicadíssimas. O cenário são as cidades mais charmosas do planeta. O livro certo para quem quer diversão pura, contada em prosa ritmada e despretensiosa. Gabriel, um herói da causa sionista, retirou-se do time de elite do Mossad, o serviço secreto israelense, depois de perder a mulher e o filho num brutal atentado, uma vingança por uma de suas ações contra terroristas palestinos. Dilacerado por lembranças e culpa, ele passa a viver da profissão que lhe serviu de cobertura ao longo dos anos como espião: restaurador de obras de arte. Porém, a possibilidade de uma revanche - e de um reencontro muito especial - o retira da aposentadoria forçada na região da Cornualha, Inglaterra. O responsável por fazer com que Gabriel reassuma seu posto é Ari Shamrom, um mito dentro do Mossad, ele próprio reconduzido à ativa para salvar a honra do serviço secreto depois de um série de sucessivos fracassos. Daí para a frente, o suspense só faz crescer, no estilo cinematográfico que caracteriza essa literatura desenvolvida nos Estados Unidos. Em muitos momentos, chega-se a visualizar o fade cobrindo a tela para dar início à próxima seqüência.