Retomando no exato ponto em que o primeiro volume termina, Hatteras e os quatro companheiros que lhe restaram — o doutor Clawbonny, Johnson, Bell e o fiel cão "Duck" — veem-se abandonados sobre os gelos, sem navio e a milhares de milhas de casa. Do próprio deserto polar resgatam um náufrago, o americano Altamont, capitão do Porpoise, e com ele nasce uma rivalidade tensa: inglês e americano disputam a quem caberá a glória de alcançar o polo. Instalados num refúgio de neve que batizam de Doctor s House, na baía Victoria, os homens enfrentam uma invernada brutal — a fome, os ursos, o cerco dos gelos — até que a coragem de uns em salvar os outros vai transformando a desconfiança em amizade.
Chegada a primavera, o pequeno grupo parte rumo ao extremo norte e descobre, para além de todas as expectativas, um mar polar livre de gelos. Numa chalupa improvisada, navegam até uma ilha vulcânica cravada no ponto exato do polo, que Hatteras reclama para a Inglaterra. Mas a obsessão que o moveu a vida inteira o arrasta ao próprio limite: alcançado enfim o seu sonho, o capitão paga por ele um preço trágico. O regresso ao sul fecha a aventura num tom sombrio e comovente — e a imagem final de Hatteras, marchando para sempre na direção do norte, seguido pelo seu cão, encerra a obra de modo inesquecível.
Se quiser, ajusto o tom (mais comercial para quarta capa ou mais sóbrio para catálogo), encurto ainda mais, ou faço uma versão que evite revelar o desfecho.