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Sinopse
O grafismo indígena tem origem na pintura corporal. Usado em ritos cerimoniais e no dia a dia das aldeias, com o tempo, passou por contínuas transformações e começou a ser reproduzido também na produção material: em adereços, na cerâmica, em tecidos, na cestaria e nos bancos.
Assim como a forma do banco e a madeira usada em sua fabricação, o grafismo tem um significado. Pode passar adiante uma história transmitida de geração em geração. Pode ilustrar um animal que faz parte de uma narrativa fundadora da cosmovisão de seu povo e, dessa maneira, dotar o banco em que está pintado de propriedades especiais ou mesmo sobrenaturais. Pode ter valor unicamente estético. Pode ser uma inclusão recente no imaginário do povo que o desenha, como é o caso do grafismo da seringueira entre os Xipaya. Pode figurar no banco conforme a demanda dos consumidores não indígenas no comércio entre as aldeias e o mundo urbano.
Esses e outros aspectos de conhecimento menos imediato do grafismo indígena são apresentados por artistas, pesquisadores e líderes comunitários nos depoimentos que compõem o núcleo do livro. Na esteira da abordagem adotada na edição do último volume de Bancos indígenas do Brasil, aqui, novamente, a arte e as culturas originárias do país são reveladas de dentro para fora das aldeias.
Ao mesmo tempo, a beleza do grafismo — elemento fundamental na formação do acervo da Coleção BEI, que nasce de um deslumbramento estético — ganha destaque no ensaio fotográfico que acompanha os depoimentos. Temos, no detalhe, um repertório variado de pinturas em bancos feitas por artistas dos povos Asurini do Xingu, Galibi-Marworno, Kawaiwete (Kaiabi), Kamaiurá, Karajá, Khisêtjê, Mehinako, Palikur, Tukano, Wayana e Aparai, Xipaya e Yudjá.
Constam do volume capítulos de aprofundamento conceitual, assinados pelos curadores Marisa Moreira Salles e Tomas Alvim, pelo artista Rui Machado e pelos pesquisadores Mariana Brazão, Raimundo Alberto Ampuero e Suely Menezes, Lucia Hussak van Velthem, Claudia Bucceroni Guerra e Adonias Guiome Ioiô.
Bancos indígenas do Brasil: Grafismos é trilíngue, com texto também em inglês e francês, e tem projeto gráfico do Bloco Gráfico.
Ficha Técnica
Especificações
| ISBN | 9786586205602 |
|---|---|
| Subtítulo | TRILÍNGUE PORTUGUÊS, INGLÊS E FRANCÊS |
| Pré venda | Não |
| Editor | BEI EDITORA |
| Peso | 504g |
| Editor para link | BEI EDITORA |
| Livro disponível - pronta entrega | Não |
| Dimensões | 1.5 x 19 x 24 |
| Idioma | Português |
| Tipo item | Livro Nacional |
| Número de páginas | 304 |
| Número da edição | 1ª EDIÇÃO - 2026 |
| Código Interno | 1215276 |
| Código de barras | 9786586205602 |
| Acabamento | CAPA DURA |
| Editora | BEI EDITORA* |
| Sob encomenda | Sim |
