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Sinopse
Reativo ao contexto histórico que pairava sobre um Japão cada vez mais ocidentalizado, Isao se vê inspirado pela Liga do Vento Divino, grupo de samurais que incitou rebelião contrária à nova política imperial no início da era Meiji. Projetado por Mishima como símbolo de pureza, o jovem entende a integridade como o modo de viver e o sacrifício como a razão de ser, e busca se cercar de pares cuja concepção idealizada de Japão vai ao encontro da sua. Por outro lado, continuamos com a perspectiva, 19 anos depois dos eventos de Neve de primavera, do agora juiz auxiliar Shigekuni Honda, amigo de Kiyoaki, que enxerga no direito e no processo legal os meios pelos quais a ordem de uma nação se consolida. Ao encontrar-se com Isao, Honda nota nele semelhanças um tanto improváveis com o velho amigo, o que o leva a crer que ambos estão conectados de alguma forma. Dicotomias — jovialidade e maturidade, tradição e “progresso”, nativo e estrangeiro, razão e emoção —, sejam colocadas em embates diretos ou não, ressaltam a percepção do autor sobre a pluralidade de visões de mundo e suas consequências.
Regado de elementos característicos da cultura japonesa, da vestimenta aos costumes, Cavalo selvagem serve como palco aberto à pureza, ao ideal, ao romântico. A linguagem rebuscada, complexa e, de fato, selvagem de Mishima revela nuances de uma mente que compreende o mundo pelo viés das cores quentes, mesmo que pintada em um sol de inverno visto por dentro de uma cela escura.
Ficha Técnica
Especificações
| ISBN | 9788574483320 |
|---|---|
| Pré venda | Sim |
| Biografia do autor | nascido Kimitake Hiraoka em Tóquio em 1925, estreou na literatura com apenas dezenove anos. Pouco depois, com Confissões de uma máscara (1949) e Cores proibidas (1951), firma-se como o grande talento artístico de sua geração. Mesclando influências ocidentais e orientais, explorando tabus temáticos, como a homossexualidade e o culto ao corpo masculino, e produzindo excessivamente, Mishima não separa sua arte de suas próprias ações. Cada vez mais crítico da ocidentalização do país no pós-guerra, ele leva seu nacionalismo ao extremo em 1970. À frente de seu grupo paramilitar Tate no Kai, invade um quartel do Exército japonês em Tóquio buscando incitar um golpe de Estado que devolveria os poderes divinos ao imperador. Sem obter a acolhida esperada, termina seu discurso e comete seppuku, suicídio ritualístico samurai, deixando perplexos seus milhões de leitores no Japão e no mundo. Pela Estação Liberdade, o autor teve publicados os romances Vida à venda (2020), O marinheiro que perdeu as graças do mar (2022) e A escola da carne (2023); o primeiro volume da tetralogia Mar da Fertilidade, Neve de primavera (2024); e, em 2019, Kawabata-Mishima: Correspondência 1945-1970, volume que traz as cartas trocadas entre ele e seu conterrâneo e Prêmio Nobel Yasunari Kawabata |
| Peso | 500g |
| Autor para link | MISHIMA YUKIO |
| Livro disponível - pronta entrega | Não |
| Dimensões | 2 x 16 x 23 |
| Idioma | Português |
| Tipo item | Livro Nacional |
| Número de páginas | 400 |
| Número da edição | 1ª EDIÇÃO - 2026 |
| Código Interno | 1205529 |
| Código de barras | 9788574483320 |
| Acabamento | BROCHURA |
| Autor | MISHIMA, YUKIO |
| Editora | ESTAÇAO LIBERDADE |
| Sob encomenda | Não |
