Francisco Gregori Júnior é filho de Bocaina e, para além das águas do Rio Jacaré Pepira, herdou a paixão pela cura. Isso está escancarado no recurso de que lançou mão. É bem provável, que, no entorno da dificuldade de viver, tenha-lhe vindo à mente o juramento original dos médicos, notadamente na parte em que se jurava “por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, tomando por testemunha todos os deuses e deusas, cumprir meu poder e minha razão”. Repare que a jura apontava e agradecia o poder de curar, naquilo que é disso que se trata. Francisco, enquanto médico, é o legítimo herdeiro da bênção de curar – talvez porque ame a vida e jurou salvar seus pacientes... É essa natureza da obra de Chico que me cativa. Sua prosa fácil ensina um caminho que eu não conhecia e que está represado por momentos vividos por alguém que tem o dom de lutar pela cura. Mais do que desnudar o dia a dia de sua vivência em ambiente hospitalar, onde permeia pelos passos tirados na peleia cotidiana em favor da vida, meu amigo deixa, com sua obra singela, um recado direto aos jovens profissionais, que estão se alinhando à frente, enquanto aguardam as batalhas que o destino lhes ofertará: a Medicina nunca foi sobre outra coisa senão amar a vida e o próximo! Prefácio de João Gomes.