"O que é a mídia inquisidora?
A mídia inquisidora é a expressão utilizada para descrever a atuação de veículos e agentes de comunicação que, ao ultrapassarem os limites éticos do dever de informar, passam a influenciar julgamentos criminais por meio da exposição excessiva, do sensacionalismo e da construção de narrativas que transformam suspeitos em inimigos sociais antes da conclusão do devido processo legal.
Nesta obra de grande atualidade, o autor analisa criticamente a relação entre mídia, processo penal e democracia, investigando como a cobertura de casos criminais pode influenciar a percepção social da culpa e comprometer garantias fundamentais. A partir de uma abordagem sólida e fundamentada, o livro examina o papel da liberdade de imprensa, os limites da atuação midiática e os riscos decorrentes da transformação da informação em instrumento de julgamento público.
Com amplo embasamento jurídico, histórico e interdisciplinar, a obra percorre temas essenciais como os princípios constitucionais do processo penal, a liberdade de expressão, o Direito Penal do Inimigo, a influência dos meios de comunicação nos julgamentos criminais e a construção da figura do inimigo social. Ao articular teoria e realidade prática, o autor oferece reflexões profundas sobre fenômenos contemporâneos que impactam diretamente a atuação de magistrados, membros do Ministério Público, advogados, jornalistas e estudiosos do Direito.
Mais do que uma análise acadêmica, este livro constitui uma leitura indispensável para quem busca compreender os desafios do processo penal em uma sociedade marcada pela velocidade da informação e pela pressão da opinião pública. Atual, provocativo e relevante, o trabalho contribui para o debate sobre a preservação das garantias constitucionais, a responsabilidade dos meios de comunicação e a necessidade de equilíbrio entre o direito de informar e o direito a um julgamento justo."