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Sinopse
O racismo no Brasil é uma complexidade sistêmica. Trata-se de um verdadeiro Estado de Coisas Inconstitucional que já foi reconhecido pelo Supremo
Tribunal Federal, tem sido tratado pelo Superior Tribunal de Justiça e fundamenta sofisticados movimentos do Conselho Nacional de Justiça.
Diferente de memoráveis escritos que desenvolvem a evolução da igualdade entre o indivíduo negro e o indivíduo branco, o presente trabalho
parte da premissa de que uma transformação estrutural somente é possível com o reconhecimento da negritude enquanto grupo social excluído
das instituições. A exclusão institucional permite a discriminação estrutural.
Essa evolução das coisas viabiliza a ressignificação da experiência do status material e do status cultural do negro na luta contra a subordinação
em todos os setores da sociedade.
Não adianta SOMENTE tratar o negro em sua individualidade. Não adianta somente reservar cotas na prateleira do segundo escalão das entidades
públicas. Não adianta ceder prioridade à narrativa de classe social como algo descolado da raça e algo mais importante que o racismo estrutural. É decisivo
que as coisas também sejam vistas na perspectiva da negritude para assinalar discriminações que não devem passar invisíveis aos olhos da branquitude.
O problema da pesquisa parte do reconhecimento do negro em seu grupo social que demanda reconhecimento. Em um segundo momento, dialogando
com a teoria dos movimentos civis americanos e com a dogmática das medidas estruturais já adotadas no Brasil, chega-se à experiência de um Estado de Coisas Antidiscriminador que estimula políticas públicas e ações afirmativas encadeadas pela agenda política e pela agenda da Administração da Justiça, com a finalidade de concretizar os valores constitucionais.
As posições adotadas pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Conselho Nacional de Justiça são festejadas, mas ainda existe muito trabalho a ser desenvolvido para promover uma sociedade que tem como fundamento a dignidade da pessoa humana e o pluralismo, de maneira a combater a desigualdade e a marginalização.
A Administração da Justiça, o cenário acadêmico, as autoridades investidas, os movimentos sociais, o leitor e o doutrinador fazem parte desse projeto ?
uma verdadeira Política Institucional da Negritude com Poder de Decisão.
Ficha Técnica
Especificações
| ISBN | 9788594776808 |
|---|---|
| Pré venda | Não |
| Peso | 204g |
| Autor para link | CASTRO CASSIO BENVENUTTI DE |
| Livro disponível - pronta entrega | Não |
| Dimensões | 23 x 16 x 0.52 |
| Idioma | Português |
| Tipo item | Livro Nacional |
| Número de páginas | 104 |
| Número da edição | 1ª EDIÇÃO - 2025 |
| Código Interno | 1160681 |
| Código de barras | 9788594776808 |
| Acabamento | BROCHURA |
| Autor | CASTRO, CASSIO BENVENUTTI DE |
| Editora | TIRANT DO BRASIL |
| Sob encomenda | Não |
