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Sinopse
A obra parte de uma cena comum em Paris: homens negros, imigrantes de diferentes países africanos, sobem escadas de prédios comerciais em busca de vagas como seguranças — os chamados “de pé, tá pago”, expressão que sintetiza a condição desses trabalhadores: o salário só é garantido se permanecerem de pé o dia todo. Do posto de segurança de lojas e grandes magazines, o narrador anônimo — alter ego do próprio Gauz — registra, com humor sulfúrico e ironia afiada, o desfile de clientes, turistas, consumidores em geral e suas manias, seus hábitos, suas contradições. Ao fazer isso, o autor revisita e subverte teorias pseudocientíficas como a fisiognomonia e a frenologia, expondo, com sarcasmo e comicidade, os estigmas raciais que permeiam as sociedades europeias contemporâneas.
Para além do inventário bem-humorado da fauna urbana parisiense, o romance intercala essa observação cotidiana com uma narrativa que acompanha as trajetórias de Kassoum e Ossiri — dois marfinenses que chegam à França nos anos 1990 —, Gauz constrói uma crônica da imigração africana, da herança colonialista europeia e das mudanças que impactaram profundamente os fluxos migratórios.
Com uma escrita que oscila entre o deboche, a crônica social e a crítica contundente, De pé, tá pago oferece uma leitura que provoca, diverte e obriga a refletir. É, ao mesmo tempo, uma sátira feroz do consumismo, um manifesto contra o racismo estrutural e uma homenagem às diásporas africanas, com seus desafios, dores, estratégias de sobrevivência e potência cultural.
“Todos que entraram desempregados nessas repartições sairão daqui como seguranças. Quem já tem alguma experiência na profissão sabe o que os aguarda nos próximos dias: ficar de pé o dia inteiro em uma loja, repetir a tediosa proeza do tédio, todos os dias, até receber o pagamento no final do mês. De pé, tá pago. E não é assim tão fácil quanto parece. Para aguentar o tranco nessa profissão, para manter o profissionalismo, para não cair no comodismo ocioso ou, ao contrário, no excesso de cuidado imbecil e na agressividade ressentida, é preciso ser capaz de esvaziar a mente de qualquer consideração que se coloque acima do instinto ou do reflexo espinhal, ou é preciso ter uma vida interior muito intensa. Ser um cretino inveterado também é uma boa opção. Cada um com seu método. Cada um com seus objetivos.”
Ficha Técnica
Especificações
| ISBN | 9786585960342 |
|---|---|
| Tradutor para link | CARDOSO DIOGO |
| Pré venda | Não |
| Biografia do autor | Gauz nasceu em 1971, em Abidjan, capital da Costa do Marfim. Formado em bioquímica, mudou-se para Paris, onde viveu como imigrante indocumentado e trabalhou como segurança, experiência que inspirou diretamente De pé, tá pago, seu primeiro romance. Além de escritor, é roteirista, cineasta, jornalista e fotógrafo. Seu trabalho transita entre diferentes linguagens, sempre com foco nas questões sociais, culturais e políticas ligadas à África e à diáspora africana. |
| Peso | 200g |
| Autor para link | GAUZ |
| Livro disponível - pronta entrega | Sim |
| Dimensões | 1 x 13 x 19 |
| Idioma | Português |
| Tipo item | Livro Nacional |
| Número de páginas | 176 |
| Número da edição | 1ª EDIÇÃO - 2025 |
| Código Interno | 1148219 |
| Código de barras | 9786585960342 |
| Acabamento | BROCHURA |
| Autor | GAUZ |
| Editora | ERCOLANO EDITORA |
| Sob encomenda | Não |
| Tradutor | CARDOSO, DIOGO |
