Diante do Altar é o grito silencioso de uma alma totalmente consumida de amor diante do Santíssimo Sacramento. Como um querubim que se consome diante do trono do Altíssimo, noite e dia, assim era a alma de Conchita, que se derramava incessantemente diante de Jesus no Sacrário.
Conchita era uma mulher simples, mãe amorosa, esposa dedicada, mas com uma alma totalmente dilatada e profundamente conectada ao Coração de Deus. Em seus momentos de oração, a Beata recolhia-se no Sacrário de sua própria casa — privilégio concedido a poucos em seu tempo — e, ali, consolava o Coração de Jesus e intercedia por toda a Igreja. Mergulhava as profundezas do seu coração na imensidão do Amor Misericordioso de Deus e ali se perdia em profunda quietude, silêncio e abertura interior, a ponto de expor as vias mais íntimas de sua alma à claridade do Sol do Amor, que a aquecia e recriava a cada minuto passado diante do Tabernáculo.
Nesta obra, Conchita nos apresenta um caminho espiritual de intimidade com o Senhor Hóstia e de profunda configuração a Ele: pobre, humilde e totalmente entregue. Seu fio condutor é o Evangelho, que ilumina sua meditação e lhe abre as vias da contemplação, colocando-a em contato vivo com Aquele que ama. Dá-se, então, uma verdadeira troca de corações: o coração dela é inserido no Coração d’Ele, e o Coração d’Ele, por pura misericórdia, é doado a ela de modo místico, intenso e profundamente carismático.