'Direito, Poder e Opressão' marcou a trajetória da teoria crítica do Direito no Brasil, na medida em que, com fundamento na teoria marxista, supera uma visão tradicional segunda qual o direito seria uma super estrutura que seria condicionada totalmente diretamente pela infra estrutura, o autor agrega Foucault à leitura de Marx que possibilita assim desvendar as entranhas das relações de poder na produção do direito, a sua interpretação e sua aplicação ao longo do tempo. Roberto Aguiar, em uma época em que os juristas no máximo buscar desvendar uma teoria em que tivesse um pouco de valoração de um pouco de sociologia, inverte a lógica de então para aprofundar a leitura do direito na sua microfísica de relações sociais ao mesmo tempo na macrofísica das relações políticas, dessa forma ele marca uma geração de juristas que a partir daí buscou os seus próprios meios superar uma visão então vigente de que o direito não servia para emancipação social.