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    DRUMMOND
    Ref:
    914494

    Por: R$ 51,00

    Preço a vista: R$ 51,00

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    Sinopse

    Mais de uma vez já lancei mão de uma epígrafe peneirada por Roberto Corrêa num de seus livros, Para uma teoria da interpretação, e o faço, de novo, pela circunstância apropriada: “A estrada a construir pode ter muitas curvas (para valorizar a paisagem) ou seguir por um túnel (para provocar um aproveitamento do tempo)” [Maria Alzira Seixo]. O livro de Adilson escolhe o caminho curvilíneo, valorizando a paisagem. A arquitetura de sua estrada se insinua desde o título: os signos, aí espalhados, se harmonizam em relações que se captam num relance: “jardineiro-tempo”, “rosa-jardim”, “cesura e reconciliação”. O que chama a atenção — e chama também toda tensão — na escrita de Adilson é a linguagem aí utilizada. Seja por causa da sintaxe, seja por causa do vocabulário, os sentidos gerados trazem um gosto de estranhamento. O leitor fica entre hipnotizado, nervoso, perplexo, enredado com a gramática diferente que se entranha olhos adentro. E uma conseqüência disso é que, ao (e)levar a linguagem ao papel de grande estrela do estudo, aquilo (poeta e obra) que devia ser o protagonista passa a lugar de subalterno. Drummond e seu impactante livro A rosa do povo, de 1945, os tais protagonistas, cedem espaço e razão a um múltiplo exercício de Adilson: a) romancista, cria uma estrutura conjuntural em que uma morte dá motivo para especulações do início ao fim da trama; b) contista, pulveriza a trama em pequenas análises de casos, que os poemas alimentam, passo a passo, nos capítulos; c) poeta, camuflado de detetive, faz dos recursos morfossonoros um grande aliado na condução escritural do texto; d) teórico, traz uma gama de cúmplices, que vão alinhavar e dar liga à investigação de timbre policial; e) professor, no meio de tantas dicções, vai buscar o equilíbrio em que clareza e complexidade, objetividade e metáforas oscilam, ao sabor das peripécias. Afinal, assim fez Adilson, um livro é, a seu modo, um “Áporo” — a história de algo que, num algo, vira algo. Inseto que, num impasse, vira orquídea. Hipótese que, num lance, vira tese.
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    Ficha técnica

    Especificações

    ISBN9788562480461
    SubtítuloO JARDINEIRO DO TEMPO - A ROSA DO POVO COMO CANTEIRO DA CESURA A DA RECONCILIAÇÃO
    Pré vendaNão
    Peso338g
    Livro disponível - pronta entregaNão
    Dimensões21 x 15 x 0.9
    Tipo itemLivro Nacional
    Número de páginas141
    Número da edição1ª EDIÇÃO - 2010
    Código Interno914494
    Código de barras9788562480461
    AcabamentoBROCHURA
    AutorVILAÇA, ADILSON
    EditoraCRV
    Sob encomendaSim

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