Sonia Mendonça chega à temática relativa aos processos educativos do trabalhador rural como resultado da perseguição a um objetivo constante em seus trabalhos: os modos como os grupos dominantes agrários têm se organizado na seleção e implementação de suas estratégias de dominação capitalista, de forma a tornarem-nas expressão de seus interesses por meio das políticas do Estado. A coerência teórica, dada por sua opção pelas categorias gramscianas, é outra marca da construção do problema sobre o qual se debruça o trabalho, onde interroga as políticas delineadas para a educação do trabalhador rural a partir de novas perspectivas, entre as décadas de 1930 e 1960. [...] Duas grandes contribuições emergem da leitura deste livro para a história da educação no Brasil: a preponderância das propostas do Ministério da Agricultura na condução das ações educativas voltadas para o trabalhador rural brasileiro e a força dos agentes norte-americanos na determinação das escolhas efetuadas pelo estado brasileiro com relação a esse plano de ação. (Cláudia Alves)