Poucas pessoas sabem que Mark Twain escreveu um livro sobre Santa Joana D''Arc. Menos sabem, ainda, que ele considerava este não somente seu mais importante trabalho, como, também, o melhor. Para escrever JOANA D''ARC Mark Twain passou doze anos pesquisando a vida de Joana e mais vários meses, na França, estudando arquivos históricos. O resultado foi um livro para informar e inspirar os leitores. O estilo sentimental e discreto do narrador é bem diferente do usualmente mostrado por Twain. Originalmente publicado em 1895, JOANA D''ARC foi apresentado como a tradução das memórias de Sieur Louis de Conte, supostamente a única pessoa a acompanhar a santa guerreira durante as três etapas de sua vida: a criança atormentada por visões, o gênio militar e a herege queimada em fogueira após um julgamento de cartas marcadas. Mas Mark Twain, pseudônimo de Samuel Langhorne Clemens, deixou algumas pistas de sua autoria. A começar pela escolha das mesmas letras de seu nome verdadeiro para criar um novo pseudônimo ao contar a história de Joana. O autor consegue desvendar a história de uma das personagens mais interessantes da história. Uma menina que, aos 17 anos, se tornou líder do exército francês, acostumado com as derrotas. Sob seu comando, ela reverte essa situação e devolve a coroa a Carlos VII, delfim. E foi queimada por isso. A donzela de Orlèans, padroeira da França, nasceu em Domrèmy, em 1412. Aos 13 anos, começou a ouvir vozes divinas, que a incitavam a partir para Orlèans, sitiada pelos ingleses. Guiada pelas vozes, Joana consegue uma escolta que a leva até o rei. Ao reconhecer o rei - disfarçado de camponês - numa sala repleta de nobres, a autenticidade de sua fé foi comprovada e ela recebeu um séquito militar para ajudá-la na tarefa de libertar a cidade. Inúmeras vitórias sobre as posições inglesas permitiram-lhe reacender a chama do patriotismo.