MOVIMENTOS PORTÁTEIS - martinsfontespaulista

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    MOVIMENTOS PORTÁTEIS

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    Sinopse

    A construção de um passo é, antes de tudo, sair da inércia e se desequilibrar, para em seguida voltar o pé ao chão e reestabelecer o aprumo. E é entre essas ações de deslocamento que o corpo dos poemas de Reynaldo Damazio se agita, em movimentos muitas vezes tensos, diante de nossos olhos neste seu novo livro.

    Ao dividir em cinco movimentos os poemas sem título do conjunto, já de início sentimos o atrito ritmado do conflito entre aquilo que está sendo retido e uma iminente explosão. A palavra incendiada caminha sob a chuva miúda, ao lado “dos seres todos metidos em/sua soberba e intransitividade:/o que se assemelha à permanência/e que para nós é dessemelhante”.

    Já que andar é desarmonia, o passo firme e torto do poeta nos conduz entre imagens em choque constante, onde “a porta se abre à espera de ninguém”, num “manancial de silêncio”, em que “você procura a saída no escuro,/busca sem sucesso, só o silêncio/se move”. É uma jornada sem herói, atravessada pela negatividade o mais das vezes corpórea, por onde se vê acumular o grito no fundo da garganta: “a boca ressecada, café no/mármore esfriando a raiva,/o grito, o tiro disfarçado/na sola do pé”.

    Estirada até o limite (haveria limite no tempo presente?), a voz do poema sai entrecortada e cada vez mais pesada (“não há leveza,/a cadela arrasta a pata traseira/sobre a cara morta do presente”) e intransitiva: “dizer pelos cotovelos o nada”. A realidade se impõe de modo cruel e a consciência é atravessada pela angústia de estar vivo no presente (“talvez sair pela rua/suja de pânico/sem fé/nem fissura”). E do embate travado nos poemas, tanto líricos quanto políticos, e da impossibilidade de o grito ser ouvido, “o coração selvagem se aquieta e a/sombra do que na mente é revolta/ganha cores e rituais de uma dança/estranha, agônica”. Aqui, é a lucidez do desencanto dançada no fluir dos compassos, movendo o leitor de uma experiência de estilhaçamento para convergir, aos poucos, em um lirismo de andamento ágil e não menos inquietante.

    Nestes Movimentos portáteis, Reynaldo Damazio orquestra habilmente uma composição feita para ouvir de fones e que, inevitavelmente, mobiliza também o leitor a “uma flor e um grito”, como diz Herberto Helder na bela epígrafe que abre o livro.

    Lilian Aquino

    Ficha Técnica

    Especificações

    ISBN9786586526387
    Pré vendaNão
    Peso250g
    Autor para link
    Livro disponível - pronta entregaSim
    Dimensões23 x 16 x 1.5
    IdiomaPortuguês
    Tipo itemLivro Nacional
    Número de páginas115
    Número da edição1ª EDIÇÃO - 2021
    Código Interno941930
    Código de barras9786586526387
    AcabamentoBROCHURA
    AutorDAMAZIO, REYNALDO
    EditoraKOTTER EDITORIAL
    Sob encomendaNão

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