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Sinopse
Partindo de categorias marxistas, Fortunati vai além, explorando inclusive a visão parcial de Karl Marx em relação à análise de reprodução, uma vez que o autor, que reconhecia o papel do trabalho doméstico no processo geral de produção como momento da reprodução da força de trabalho, não atribuía a essas atividades – centrais para a manutenção da vida tanto no âmbito material, da subsistência, quanto imaterial, no que diz respeito aos afetos e à sexualidade –a capacidade de produzir valor.
Fortunati procura demonstrar, não contra Marx, mas para além dele, como o trabalho de reprodução realizado pelas “operárias da casa” e pelas “operárias do sexo” integra o processo geral de reprodução do capital. Original, a obra nos apresenta valiosas ferramentas de análise do estado contemporâneo do desenvolvimento capitalista e das lutas das mulheres hoje. No momento em que o trabalho digital borra ainda mais as fronteiras entre as jornadas de trabalho doméstico e extradoméstico, o texto continua sendo precursor e essencial.
Trecho
“No terreno da reprodução, de fato, há duas classes em confronto: a dos capitalistas e aquela formada por duas frações de classe que são, de um lado, as operárias da casa e, de outro, as operárias do sexo. É justamente dessa complexa condição da trabalhadora livre como capacidade de reprodução que deriva, como mencionamos no início, a contradição particular da condição feminina na sociedade capitalista. Para a ideologia burguesa, a mulher não trabalha, no sentido estrito, mas desempenha uma missão, a de esposa e mãe (mais ou menos emancipada); para o trabalhador livre, a mulher é dona de casa ou prostituta, ou seja, presta-lhe um mero serviço pessoal (mais ou menos por amor); para o capital, ela deve apresentar-se como uma força natural do trabalho social para ser, em vez disso, operária da casa ou do sexo, não diretamente assalariada. Isso explica por que a mulher, presa a esse torno, inserida numa complexa relação de produção que o operário não reconhece, oprimida por uma produção ideológica de extraordinária densidade, está sujeita a uma dificuldade específica em se identificar como um setor de classe e, portanto, de se organizar”.
Ficha Técnica
Especificações
| ISBN | 9786557175415 |
|---|---|
| Tradutor para link | COITINHO RITA MATOS |
| Subtítulo | DONAS DE CASA, PROSTITUTAS, OPERÁRIOS E CAPITAL |
| Pré venda | Sim |
| Peso | 350g |
| Autor para link | FORTUNATI LEOPOLDINA |
| Livro disponível - pronta entrega | Não |
| Dimensões | 2 x 13.5 x 20 |
| Idioma | Português |
| Tipo item | Livro Nacional |
| Número de páginas | 288 |
| Número da edição | 1ª EDIÇÃO - 2026 |
| Código Interno | 1190521 |
| Código de barras | 9786557175415 |
| Acabamento | BROCHURA |
| Autor | FORTUNATI, LEOPOLDINA |
| Editora | BOITEMPO EDITORIAL |
| Sob encomenda | Não |
| Tradutor | COITINHO, RITA MATOS |
| Colaborador | SILVIA FEDERICI |
