O DECLÍNIO DA INTERPRETAÇÃO - EXPERIÊNCIA E INTERVENÇÃO EM PSICANÁLISE - 2026 - martinsfontespaulista

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    O DECLÍNIO DA INTERPRETAÇÃO - EXPERIÊNCIA E INTERVENÇÃO EM PSICANÁLISE - 2026

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    Sinopse

    O pensamento psicanalítico nutriu-se filosoficamente, em suas origens, da vertente platônico-kantiano-schopenhaueriana, e Freud disso não fez segredo, a despeito das pretensões cientificistas que o acompanharam ao longo da vida. O fenômeno Nietzsche, porém, teve sobre ele um efeito perturbador. Era o Isso gritando alto e insurgindo-se furiosa e sardonicamente contra o método, a história, o humanismo e a razão. Freud sentiu-se de tal forma fascinado e ameaçado por Friedrich Nietzsche que esforçou-se para resistir à tentação de lê-lo. Percebia que ele e Nietzsche afundavam suas mãos no mesmo magma sulfurante e extraíam dali verdades moralmente inadmissíveis para a época, que engendravam um permanente estado de tempestade e tensão. Mas Freud domesticava apolineamente o inconsciente e o Isso submetendo-os ao Eu, aos processos secundários, à voz do intelecto, à lógica da interpretação. Contrariamente a isso, Nietzsche atiçava dionisiacamente as labaredas que subiam das profundezas dos abismos de fogo que o seu pensamento explorava em obstinado frenesi. Freud instituiu a Deutung, com um propósito de compreensão do fenômeno anímico e de ordenamento das descrições e explicações; Nietzsche exercitou a Auslegung, condenando todo saber humano a um perspectivismo insanavelmente refratário aos esforços de esclarecimento e generalização.

    Com os deslocamentos e desdobramentos agenciados ao longo de cem anos o pensamento psicanalítico do século XXI sofrerá uma mediata, mas marcante, influência do pensamento de Friedrich Nietzsche, por conta do diálogo permanente que com ele estabeleceram os filósofos contemporâneos, cujas obras foram concebidas sob o signo do ceticismo, do perspectivismo, da transvaloração e do vitalismo nietzscheanos. Não há nenhuma impropriedade ou exagero em realçar as notáveis ressonâncias Nietzsche-Ferenczi, Heidegger-Lacan e Deleuze-Winnicott, como pretenderemos, no curso deste livro, demonstrar. A perspectiva teórico-clínica cujo ocaso esta obra propõe-se a criticar é justamente a que recomenda e avaliza as operações “decifrativas”, que ao sustentarem-se num pressuposto conteudista, e numa suposta preexistência dos significados, instituem o psicanalista na condição de tradutor-intérprete, de arqueólogo, de exegeta, e condenam o analisando a uma insuperável atitude de servidão imaginária ao saber do Outro, o qual se absolutiza em temerárias manobras de significação. Tentar estabelecer por seu “centro” a forma como se pensa e pratica a psicanálise em nossos dias, numa vertente freudiano-ferencziana, será talvez a ambição maior deste livro.

    Ficha Técnica

    Especificações

    ISBN9786526319567
    Pré vendaNão
    Peso262g
    Autor para link
    Livro disponível - pronta entregaNão
    Dimensões1 x 16 x 23
    IdiomaPortuguês
    Tipo itemLivro Nacional
    Número de páginas204
    Número da edição1ª EDIÇÃO - 2026
    Código Interno1198207
    Código de barras9786526319567
    AcabamentoBROCHURA
    AutorGRANA, ROBERTO BARBERENA
    EditoraJURUA EDITORA *
    Sob encomendaSim

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