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Sinopse
Xun
é
um
gênio.
Cresci
estudando
Lu
Xun,
e
o
tenho
imitado,
mas
nunca
consegui
superá-lo
ou
deixar
de
lado
sua
influência”
–
Mo
Yan
(Prêmio
Nobel
de
Literatura
de
2012)
Considerado o fundador da literatura moderna na China, Lu Xun (1881-1936) foi poeta, tradutor e ensaísta, mas se destacou sobretudo por seus contos.
O diário de um louco?– Contos completos de Lu Xun – Acervo 31
reúne, pela primeira vez no Brasil, e em tradução direta do chinês, toda a sua produção ficcional no gênero.
O volume compreende as três coletâneas de histórias curtas publicadas pelo autor:
O grito
(1923),
Hesitação
(1926) e
Histórias antigas recontadas
(1936). Nelas se encontra um autor irônico e profundamente crítico das tradições de seu país, e também um painel de tintas fortes da cultura chinesa, sua rotina e seus mitos.
Lu Xun foi um dos principais líderes do Movimento Quatro de Maio, manifestação iniciada por universitários chineses em 1919, contra a concessão de antigos territórios alemães aos japoneses, conforme o Tratado de Versalhes, que deu início a uma onda de protestos fundamentais para a renovação cultural chinesa, que daria os contornos do país no século XX.
Em 1918, publicou o conto “O diário de um louco”, a primeira obra da literatura chinesa moderna escrita em chinês vernacular, incorporando as variações linguísticas de todo o país, em contraposição ao padrão clássico dominante. O texto, que se tornaria um marco, aborda questões ancestrais com olhar crítico e observa o canibalismo como símbolo das regras sociais chinesas.
“A verdadeira história de Ah Q” é outro conto seu que se tornou célebre. A ponto de o termo “Ah Q-ísmo” ter se incorporado ao vocabulário chinês para definir o hábito de considerar as derrotas como “vitórias morais”. Além desses dois, os demais contos publicados em sua primeira coletânea,
O grito
, publicada em 1923, abordam, com um olhar crítico e irônico, diversos costumes arcaicos, entre eles a ingestão de pão embebido em sangue humano como medicamento, a obrigatoriedade draconiana do uso de tranças e a posição subalterna das mulheres na sociedade chinesa.
Em
Hesitação
, reunião publicada em 1926, o olhar crítico intercala-se com contos que elogiam o amor conjugal e o fraternal (o próprio Lu Xun manteve uma parceria afetiva e intelectual com o irmão, Zhou Zuoren).
A reunião
Histórias antigas recontadas
(1936) abraça o elemento fantástico das fábulas chinesas e imagina um encontro entre os dois grandes pensadores que orientaram milenarmente a filosofia chinesa, Confúcio e Laozi (também conhecido como Lao Tse e Lao Tzu).
A força dos escritos ficcionais e teóricos de Lu Xun é tal que sua obra foi apropriada por diferentes tendências, sobretudo após sua morte. Mao Tsé-Tung, o dirigente máximo da China comunista entre 1949 e 1976, atribuía a Lu Xun o papel de farol da Revolução Cultural dos anos 1960 e 1970. Mas o próprio escritor qualificou sua postura política como “horizontal”, ou seja, equidistante entre o conservadorismo e as ideias da esquerda chinesa.
Como relata Ho Yeh Chia, professora de língua e literatura chinesa do Departamento de Letras Orientais da Universidade de São Paulo, no posfácio da edição, durante vários anos Lu Xun simpatizou com o Partido Comunista da China – mas nunca aceitou filiar-se. Ele militou na Liga dos Escritores de Esquerda e sugeria uma “literatura revolucionária de todos para todos”.
Ficha Técnica
Especificações
| ISBN | 9786554611053 |
|---|---|
| Tradutor para link | MEDEIROS MARCELO,HENRIQUES BEATRIZ,MATIUSSO CESAR |
| Subtítulo | CONTOS COMPLETOS DE LU XUN |
| Pré venda | Sim |
| Biografia do autor | Lu Xun nasceu em 1881 na cidade de Shaoxing, na província de Zhejiang. Seu nome era Zhou Shuren, mas ele adotou o pseudônimo de Lu Xun – com o mesmo sobrenome de sua mãe – em 1918, quando publicou “O diário de um louco”. Criado em uma família de letrados, Lu Xun iniciou os estudos clássicos chineses em 1892. Eles tiveram, entretanto, de ser interrompidos devido a um escândalo familiar – seu avô paterno foi preso, envolvido numa tentativa de suborno. Lu Xun teve de se mudar, para viver com a avó materna em um vilarejo nos arredores da cidade de Shaoxing, onde teve contato bem próximo com os camponeses – registro que aparecerá em boa parte de seus contos. Aos 17 anos, ingressou na Escola da Marinha em Jiangnan, na cidade de Nanjing. Como não conseguia se adaptar ao pensamento conservador e ultrapassado da escola, transferiu-se para a Escola Técnica de Minas e Ferrovias de Jiangnan, onde lecionavam muitos professores estrangeiros, que exerceram enorme influência sobre ele. Lu Xun ficou fascinado com a teoria evolucionista e com os ideais democráticos que começavam a circular pela China. Em 1902, logo depois da derrota da China na Guerra dos Boxers, Lu Xun foi estudar no Japão. Em Tóquio, se uniu a outros ativistas e fundou uma revista mensal de literatura na qual publicava ensaios de sua autoria e traduções de Victor Hugo e Jules Verne. A partir daí, começou a participar intensamente dos movimentos que lutavam pela queda do império Qing e desejavam promover uma revolução democrática na China. Em 1904, ainda no Japão, ingressou no curso de medicina. Inicialmente, seu sonho era voltar para a China e substituir tratamentos ultrapassados por outros mais modernos, baseados na ciência ocidental. Seu envolvimento com a literatura, porém, acabou levando-o a abandonar a medicina para se tornar escritor. Lu Xun dizia que a pena era o seu instrumento de luta, e sua luta era contra uma sociedade vista por ele como doentia e uma cultura cheia de superstições e preconceitos. Lu Xun foi um dos principais líderes do Movimento Quatro de Maio, manifestação iniciada por universitários chineses em 1919, contra a concessão de antigos territórios alemães aos japoneses, conforme o Tratado de Versalhes, que deu início a uma onda de protestos fundamentais para a renovação cultural chinesa, que daria os contornos do país no século XX. Em 1918, publicou o conto “O diário de um louco”, a primeira obra escrita em chinês vernacular, tornando-se um marco na história da literatura chinesa. Seus contos foram publicados em três coletâneas: O grito (1923), Hesitações (1926) e Histórias antigas recontadas (1936), lançada pouco antes de sua morte. Nos últimos anos de vida, Lu Xun trabalhou intensamente escrevendo ensaios, prefácios e fazendo traduções. |
| Peso | 440g |
| Autor para link | XUN LU |
| Livro disponível - pronta entrega | Não |
| Dimensões | 4 x 13 x 20 |
| Idioma | Português |
| Tipo item | Livro Nacional |
| Número da edição | 2ª EDIÇÃO - 2026 |
| Código Interno | 1202230 |
| Código de barras | 9786554611053 |
| Acabamento | BROCHURA |
| Autor | XUN, LU |
| Editora | CARAMBAIA * |
| Sob encomenda | Não |
| Tradutor | MEDEIROS, MARCELO | HENRIQUES, BEATRIZ | MATIUSSO, CESAR |
