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Sinopse
O conto foi o gênero em que Machado de Assis se sentia mais à vontade. Fiel às narrativas curtas ao longo de toda a vida, produziu mais de duzentas delas. Esta antologia reúne dezessete delas, selecionadas pelo escritor Luiz Ruffato. São obras-primas que representam, segundo ele, “o mais perfeito equilíbrio entre o motivo abordado e a forma escolhida”.
O escrivão Coimbra e outros contos
se organiza em ordem cronológica reversa, começando pela história que lhe dá título, a última publicada pelo escritor, um ano e oito meses antes de morrer, que trata justamente da velhice. Machado exercita uma amarga ironia – não no sentido do sarcasmo, mas das reviravoltas da vida.
Essa marca, em intensidades e formas diferentes, se mantém nos primeiros contos do volume – o trágico “Pai contra mãe” e o amoral “Umas férias”. O tom vai mudando com o ousadamente erótico “Missa do galo” e o humor irresistível de “Um homem célebre”, intercalados pelo moralmente implacável “O caso da vara” – um dos três contos desta antologia que abordam o tema da escravidão, ao lado do já citado “Pai contra mãe” e de “Mariana”, este uma das duas histórias que não constaram de nenhuma das reuniões de narrativas curtas publicadas em vida por Machado – o outro é “O escrivão Coimbra”, que dá título à antologia. “Mariana” enfoca, de forma original, a escravidão sob o ponto de vista das ambiguidades e hipocrisias do cotidiano das famílias da elite em relação a “seus” cativos.
Os elementos fantásticos e de terror são a matéria-prima de “A causa secreta”, “O enfermeiro” e “O espelho”. Bem diferente é a pequena fábula moral e filosófica “Um apólogo”, um diálogo entre agulha e linha. Tão moral quanto imoral é “Teoria do medalhão”, até hoje uma súmula intrincada e perfeita das “receitas de sucesso” seguidas pelos brasileiros materialmente bem-sucedidos – o que o aproxima de “Conto de escola”, que Ruffato vê como uma rara evocação da infância de Machado.
Finalmente, as desilusões amorosas surgem em “A cartomante” e em “Noite de almirante”, “Singular ocorrência” e “Confissões de uma viúva moça”, este o mais antigo da antologia, que provocou reações escandalizadas diante do comportamento da protagonista.
Geniais e complexos como muitas vezes são, os contos de Machado propiciam também uma leitura altamente prazerosa e talvez sejam a melhor introdução a seus romances para quem ainda os desconhece, como os leitores jovens. O livro já vem sendo adotado por escolas na versão e-book.
Em homenagem ao primeiro emprego de Machado de Assis, como aprendiz de tipógrafo, a edição é ilustrada com imagens formadas inteiramente por elementos tipográficos.
Ficha Técnica
Especificações
| ISBN | 9786554611091 |
|---|---|
| Pré venda | Sim |
| Biografia do autor | Joaquim Maria Machado de Assis foi tipógrafo, jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e dramaturgo, sendo o maior escritor brasileiro e um dos grandes da literatura brasileira e universal. Nasceu no Rio de Janeiro, em 21 de junho de 1839, e faleceu na mesma cidade, em 29 de setembro de 1908. Nascido no Morro do Livramento, filho do pintor de paredes e dourador negro Francisco José de Assis e da costureira portuguesa Maria Leopoldina da Câmara Machado, viveu uma infância humilde, sofrendo a perda da mãe aos 10 anos de idade. Em 1855, Paula Brito dá a Machado de Assis um emprego como aprendiz de tipógrafo em sua oficina e apresenta a ele o meio intelectual da época. Como nos lembra Luiz Ruffato no prefácio a esta antologia, Machado manterá, até a morte, frequente colaboração em jornais e revistas, publicando poemas, crônicas, contos, peças de teatro, ensaios e romances em folhetim. Dedicou-se também à carreira burocrática, de 1867 até dois meses antes de sua morte, quando ainda dava expediente no Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas como diretor-geral de Contabilidade, atuando ainda, em paralelo, como jornalista. De sua vastíssima obra, destacam-se quatro romances fundamentais ("Memórias póstumas de Brás Cubas", "Quincas Borba", "Dom Casmurro" e "Esaú e Jacó"); dois ensaios basilares (“O ideal do crítico” e “Instinto de nacionalidade”); quatro poemas dignos de figurar em qualquer antologia do gênero (“Círculo vicioso”, “Uma criatura”, “Soneto de Natal” e “A Carolina”); e pelo menos duas dúzias de obras-primas da narrativa curta. Tinha 19 anos quando publicou seu primeiro texto de prosa ficcional, “Três tesouros perdidos”, e o último, “O escrivão Coimbra”, um ano e oito meses antes de morrer. |
| Peso | 200g |
| Autor para link | DE ASSIS MACHADO |
| Livro disponível - pronta entrega | Não |
| Dimensões | 1.5 x 13 x 20 |
| Idioma | Português |
| Tipo item | Livro Nacional |
| Número da edição | 2ª EDIÇÃO - 2026 |
| Código Interno | 1195921 |
| Código de barras | 9786554611091 |
| Acabamento | BROCHURA |
| Autor | DE ASSIS, MACHADO |
| Editora | CARAMBAIA * |
| Sob encomenda | Não |
