Esta obra analisa os limites e as possibilidades da utilização da tecnologia no esporte, tanto em competições destinadas a pessoas com deficiência quanto em modalidades convencionais. A partir das teorias desenvolvidas por Amartya Sen e Nancy Fraser, o estudo investiga a relevância do esporte para o reconhecimento intersubjetivo do indivíduo e para a expansão de suas capacidades e liberdades, compreendendo a prática esportiva como importante instrumento de inclusão social, desenvolvimento humano e exercício da cidadania. A pesquisa examina de que forma os avanços tecnológicos podem contribuir para a ampliação da participação de atletas nas mais diversas modalidades esportivas, ao mesmo tempo em que analisa os desafios éticos e jurídicos decorrentes de sua utilização em competições. Para tanto, são estudados casos emblemáticos da história esportiva contemporânea, como o de Oscar Pistorius, primeiro atleta biamputado a competir em uma Olimpíada, e o uso do chamado “supermaiô” por Michael Phelps nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Por meio da análise desses exemplos, a obra discute os benefícios proporcionados pela inovação tecnológica e os limites necessários à sua aplicação, especialmente diante da necessidade de preservação da equidade competitiva, um dos valores fundamentais do esporte. Ao abordar temas como tecnologia assistiva, inclusão, acessibilidade, igualdade de oportunidades, justiça esportiva e regulamentação das competições, o livro oferece uma reflexão crítica e interdisciplinar sobre os impactos das transformações tecnológicas no desporto e seus reflexos na construção de uma sociedade mais inclusiva e comprometida com o desenvolvimento pleno dos indivíduos.