Diante da urgente metamorfose educacional sob as perspectivas das transformações sociais e tecnológicas do século XXI, esta obra propõe um diálogo entre o pensamento complexo de Edgar Morin e a pedagogia sociopolítica de Paulo Freire, como fundamentos epistemológicos e metodológicos para a formação docente inovadora. A partir da construção de uma nova ecologia de saberes, são propostas práticas pedagógicas que valorizem a transdisciplinaridade, a ética, o diálogo, a autonomia e a construção coletiva do conhecimento. Inspirada pelos “Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro”, de Morin, e pela “Pedagogia da Autonomia”, de Freire, a obra defende uma formação docente voltada para a complexidade da vida, sensível à diversidade cultural, ao compromisso social e ao uso consciente das tecnologias. Registra também uma investigação qualitativa de caráter exploratório, sob a luz da hermenêutica-crítica que teve como objetivo analisar como os construtos desses dois pensadores podem sustentar o uso crítico de metodologias ativas articuladas às tecnologias digitais na prática pedagógica. A pesquisa relatada foi desenvolvida no contexto do grupo PEFOP (Paradigmas Educacionais e Formação de Professores), da PUCPR com 52 docentes brasileiros e portugueses. O estudo revela, por meio das experiências dos participantes, que a integração desses referenciais proporciona caminhos potentes para práticas pedagógicas transformadoras, mais conectadas à realidade dos educandos e às demandas contemporâneas da educação, propondo alternativas metodológicas inovadoras e contextualizadas, em diálogo com os desafios da era digital.