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    Sinopse

    Pai, uma antropologia da vergonha
    é um ensaio autobiográfico que parte da relação da autora com seu pai — nordestino do sertão paraibano, operário da Fiat em Betim, analfabeto, alcoólatra, violento e ao mesmo tempo terno — para construir uma reflexão sobre a vergonha como fenômeno social. A epígrafe a Cícero, primo do pai que "sonhava ser escritor, mas não teve a chance de aprender a ler, nem escrever", anuncia a dimensão coletiva da empreitada: Fabiane Albuquerque busca escrever pelos que não puderam fazê-lo.


    Para a autora, a vergonha não é um estado psicológico individual, mas o produto de relações sociais, políticas e culturais bem definidas. O fio condutor do texto é a cadeia de transmissão da humilhação sofrida à humilhação reproduzida.

    A articulação de uma base teórica consistente não retira do texto sua forte carga emocional. Afinal, trata-se de um ensaio, mas de um ensaio personalíssimo. É da história de vida da autora, de suas dores, perplexidades e descobertas, que trata este livro.


    É impossível ler
    Pai, uma antropologia da vergonha
    sem se emocionar.

    Ficha Técnica

    Especificações

    ISBN9786582716096
    SubtítuloUMA ANTROPOLOGIA DA VERGONHA
    Biografia do autorFabiane Albuquerque nasceu em Contagem, Minas Gerais. Passou parte da sua infância no sertão mineiro, cidade de Corinto, onde aprendeu a ler e a ver o mundo nas suas miudezas. É feminista negra, socióloga (Doutora em sociologia pela Unicamp), escritora e mãe do Pietro. Costuma dizer que é constituída de dois sertões: aquele de sua mãe, oriunda da mesma região que Guimarães Rosa, e aquele do seu pai, paraibano de Remígio. Passou parte da juventude em Goiânia, onde se formou em Ciências Sociais, na África do Sul, Congo. Morou na Itália e França, de onde escreve. Sua escrita é marcada pela sua condição de classe, raça e gênero, além da nacionalidade. É de lugares de fronteiras em muitos sentidos, inclusive aquele do seu próprio país, pátria que ama brancos, odeia e expurga corpos negros. Tem dois livros infantis publicados na Itália, resultado do Prêmio Literário Scrittori Città di Siena de 2019 e 2020: A tavola con il rè (Extempora) e Il baule di mia nonna (Temperino Rosso). No Brasil publicou Cartas a um homem negro que amei, pela Editora Malê, em 2022; Ensaio sobre a raiva, pela Patuá, em 2024; Os meus mortos pedem nomes, em 2025, pela Urutau.
    Pré vendaSim
    Peso750g
    Autor para link
    Livro disponível - pronta entregaNão
    Dimensões2 x 14 x 21
    IdiomaPortuguês
    Tipo itemLivro Nacional
    Número da edição1ª EDIÇÃO - 2026
    Código Interno1217034
    Código de barras9786582716096
    AcabamentoBROCHURA
    AutorALBUQUERQUE, FABIANE
    EditoraAÇÃO EDITORA
    Sob encomendaNão

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