O povo do Panamá merece viver.
Um pequeno país sistematicamente violentado por sua localização estratégica, habituado a ter tratados desrespeitados e agressões multilaterais. Para além do Canal, pouco se conhece sobre a história e sobre as tensões no país do Istmo, ou o “Reino de Terra Firme”.
Os crimes testemunhados e denunciados pela jornalista Stella Calloni durante a invasão ianque ao Panamá em 1989 ajudam a compreender uma relação histórica de domínio colonial que segue mais latente do que nunca. É a velha receita estadunidense para “promover a democracia” em territórios de interesse estratégico. Stella esteve nas ruas destruídas junto ao povo panamenho, relatou a tragédia, as traições, as dores. Entrevistou pessoalmente Omar Torrijos, assassinado pela CIA, e Manuel Antonio Noriega, capturado pelo Comando Sul para julgamento em Miami sob acusação de tráfico de drogas — trama semelhante ao sequestro de Nicolás Maduro, na Venezuela, em 2026.
A estratégia imperialista dos Estados Unidos mantém a América Latina constantemente em disputa. Enquanto trabalhávamos na publicação deste livro, além da invasão da Venezuela, acompanhamos as ameaças públicas de Donald Trump à Colômbia, Groenlândia e ao próprio Panamá, bem como tentativas de interferência na soberania da justiça brasileira.
Conforme insistiu seu amigo panamenho Rogelio Sinán, neste livro Stella corajosamente diz tudo, conta tudo.