Phillip Kerr é o novo Midas literário: tudo que assina vira ouro. Seus livros rapidamente entraram nas listas de mais vendidos e com igual presteza tiveram os direitos comprados, transformando-se em filmes ou séries de TV. Para coroar seu sucesso, hoje em dia, um projeto para colocar seu nome na lombada não vale menos de US$2,5 milhões - um dos raros casos em que público e crítica andam de mãos dadas. Sua melhor obra é a trilogia Berlim noir, composta por romances policiais ambientados na capital alemã, na década de 30. Depois de Violetas de março e Assassino branco, chega o terceiro volume da série, 'UM RÉQUIEM ALEMÃO'. Mais uma vez, a Berlim nazista renasce através dos olhos de um investigador particular alemão. Em 'UM RÉQUIEM ALEMÃO', o mais durão dos detetives do noir germânico, Bernie Gunther, enfrenta o mundo pós-nazismo de 1948. No último capítulo da trilogia, Gunther vai para a Viena destroçada pela Segunda Guerra Mundial à procura de provas que inocentem um contrabandista, ex-companheiro de polícia, e envolve-se num plano para salvar criminosos nazistas. Um thriller sem nenhuma certeza moral e muitos soldados vermelhos e nazistas. Kerr revela, nas entrelinhas de 'UM RÉQUIEM ALEMÃO', detalhes históricos e assombroso conhecimento geográfico de Berlim e Viena. Suas ruelas e becos desfilam pelos olhos dos leitores como um personagem a mais dentro da trama, que traz, dessa vez, um Gunther casado. Mas ele sabe que a esposa está vendendo favores sexuais para os soldados americanos em troca de mantimentos e outras facilidades. Assim, é com alegria que ele aceita o caso que o leva para a capital austríaca, onde se infiltra num grupo de ex-nazistas cujo líder pode ser Heinrich Muller, temido chefe da Gestapo.