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Sinopse
Em dezembro de 1999, propus à diretoria da Companhia Editora de Pernambuco a
criação de uma revista de cultura. Para substituir o encarte Suplemento Cultural do
Diário Oficial – do qual eu era então o editor. A proposta foi aceita, mas,
mantendo-se o jornal. Preparei o projeto da nova revista, definindo para ela uma
linha editorial sintetizada no nome Continente, que traz na sua polissemia algo
mais do que a geografia: a singularidade e a pluralidade, em múltiplas confluências.
Daí o multicultural.
Um ano depois da proposta – precisamente em dezembro de 2000 – era lançado o número zero da revista Continente Multicultural. Num momento em que se vivia quase uma espécie de boom de boas revistas culturais no país. O assunto principal foi uma série inédita de pinturas de João Câmara, e o número seguinte, a admiração do cantor e compositor Caetano Veloso pela obra e as ideias de Joaquim Nabuco. No editorial da edição inaugural escrevi que a revista era “escancaradamente pernambucana”. Fazendo jus a uma característica da cultura local, que é a de combinar o regionalismo e o cosmopolitismo. Algo, aliás, presente no jogo de palavras de uma daquelas obras de Câmara: Capibaliffey, junção do nome do rio pernambucano – Capibaribe – com o irlandês Liffey. Raciocínio similar ocorreu ao poeta João Cabral de Melo Neto, quando afirmou que o Rio Capibaribe e o Rio (espanhol) Guadalquivir são “da mesma maçonaria”.
Quis o Destino que, décadas depois, recebesse eu o convite para promover uma renovação na revista que havia fundado. Coincidindo, portanto, com uma data emblemática: um quarto de século da Continente, completado neste mês de dezembro. O início, portanto, da celebração de 25 anos da revista. A mais longeva entre as revistas do chamado nicho cultural, nas últimas décadas, no país. O gênero em si mostra fôlego e permanência, desde que foi consolidado: na remota época do Iluminismo europeu.
Ao fazer 25 anos, com quase 300 números publicados, a Continente comprova algo simples, mas essencial: mais do que só manter-se, é importante saber renovar-se. Por exemplo: nas multiplaformas em que atualmente é publicada: na versão impressa e sob as formas digitais no site, no app, nas redes sociais.
Lançada no fim de um século e de um milênio de grandes transformações – sobretudo nos âmbitos científico e tecnológico –, a revista percorreu toda uma geração. Agora, vai rumo aos próximos 25 anos.
Embora 25 anos pareçam muito tempo para uma revista, representam pouquíssimo para a história. “Como será o amanhã?/ Responda quem puder”, indaga um samba dos anos 1970. Uma das respostas vem de William Strauss e Neil Howe, no livro Generations – the history of America's future, 1584 to 2064: “This suggests the next awakening-the next era like the late –1960s ‘Consciousness Revolution’ – will heat up sometime in the 2050s”.
Ficha Técnica
Especificações
| ISBN | 977180875500300287 |
|---|---|
| Pré venda | Não |
| Editor | CEPE |
| Peso | 300g |
| Editor para link | CEPE |
| Livro disponível - pronta entrega | Sim |
| Dimensões | 0.5 x 21 x 28 |
| Idioma | Português |
| Tipo item | Livro Nacional |
| Número da edição | 1ª EDIÇÃO - 2026 |
| Código Interno | 1192438 |
| Código de barras | 977180875500300287 |
| Acabamento | BROCHURA |
| Editora | CEPE * |
| Sob encomenda | Não |
