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Sinopse
Se não nos equivocamos, é a primeira vez que o texto paradoxalmente o mais sereno e niilista de Pessoa veste a roupa da Banda Desenhada. Embora haja outras experiências com sua vida e obra na linguagem de Cómic. Como os trabalhos de Guazzelli intitulados Fernando Pessoa e outros Pessoas (2011), com Davi Fazzolari; e Eu, Fernando Pessoa em quadrinhos (2013), com Susana Ventura. Outra HQ muito interessante é A Vida Oculta de Fernando Pessoa, de André Morgado e Alexandre Leoni.
“Nunca supus que isto que chamam morte/ Tivesse qualquer espécie de sentido...”, escreveu Fernando Pessoa, num poema incompleto, homenagem póstuma ao seu “maior amigo”: Mário de Sá-Carneiro. Nesse texto ele emprega a mesma metáfora do comboio (trem) - “uma demora de passagem/Entre um comboio e outro” — que, antes, usou para o coração, em “Autopsicografia”: “comboio de corda”. A vida e a morte, aí, ambas, são viagens.
A morte é um tema constante na obra de Fernando Pessoa, inclusive para negá-la: “neófito, não há morte”, diz, num poema esotérico. Está certo. Poucos mortos em 1935 estão mais vivos do que ele. Cabe lembrar que o seu nome de batismo foi escolhido por causa de um santo: António, de Lisboa (e de Pádua). O dia desse santo (e dos demais) é o do falecimento (1231), não o do nascimento (António nasceu em 15 de agosto de 1195). Se há uma nova vida, após a morte, na Igreja, os da literatura profana, à sua maneira, creem também nisso, quando inventam clássicos, como Pessoa, salvos, literalmente, pelas obras. Há dez anos, quando se completavam 80 anos da morte de Fernando Pessoa, fizemos uma homenagem a ele, num festival de literatura, em Olinda. A primeira pessoa a quem convidamos foi sua sobrinha: Manuela Nogueira. Era, então, o aniversário dos seus 90 de nascimento; ela é agora centenária. Ganhou uma biografia, assinada por uma brasileira que assistiu ao festival.
Uma revista que pratica a diversidade e pluralidade nada melhor podia fazer para celebrar o seu próprio aniversário do que com Fernando Pessoa. Pela máscara de Álvaro de Campos, ele disse: “Multipliquei-me para me sentir,/ Para me sentir, precisei sentir tudo,/ Transbordei, não fiz senão extravasar-me”. Esse transbordamento é traduzido nos seus heterônimos, tão bem-representados na capa; que utiliza obra do pintor e escritor João Câmara, gentilmente feita para este número monográfico. Uma “prenda” estética também muito especial.
Ficha Técnica
Especificações
| ISBN | 977252701100500024 |
|---|---|
| Pré venda | Não |
| Editor | CEPE |
| Peso | 300g |
| Editor para link | CEPE |
| Livro disponível - pronta entrega | Sim |
| Idioma | Português |
| Tipo item | Livro Nacional |
| Número da edição | 1ª EDIÇÃO - 2020 |
| Código Interno | 1188525 |
| Código de barras | 977252701100500024 |
| Acabamento | BROCHURA |
| Editora | CEPE * |
| Sob encomenda | Não |
