Em Território e Ontologia: Para uma Geografia do Ser Social, o autor enfrenta um dos problemas centrais do pensamento geográfico contemporâneo, qual seja, a banalização teórica do território. Contra leituras que o transformam em metáfora, identidade ou instrumento de governança, o texto propõe uma inflexão radical: reconduzir o território ao plano da ontologia do
ser social. Ancorado no materialismo histórico-dialético, o livro demonstra que o território não é categoria fundante, nem sujeito explicativo, mas forma social historicamente produzida pelas práticas socioespaciais, pela luta de classes e pelas mediações do Estado, da propriedade, da coerção e do consenso. Ao revisitar criticamente as tradições clássicas e contemporâneas da Geografia, o autor articula ontologia, crítica da economia política e análise territorial, incorporando de modo rigoroso as
determinações de classe, raça e gênero. Trata-se de uma contribuição teórica, voltada àqueles que compreendem o
território não como descrição do mundo, mas como problema crítico da reprodução social e das possibilidades concretas de emancipação.