UM HOSPÍCIO PRA CHAMAR DE MEU - martinsfontespaulista

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    UM HOSPÍCIO PRA CHAMAR DE MEU

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    Sinopse

    Sejam bem-vindos ao Centro Clínico Quaresma. Quem nos guiará nesse passeio pelas páginas de Um hospício pra chamar de meu é o “mais novo louco do pedaço” e logo seremos de sua turma, ao lado de Erik, Anna, Zé, Miguel, Boca, Carniça, Caramela, Simão. Nas alas desse Lar involuntário, aos poucos nos reconheceremos loucos de abstinência e estaremos tomados pela mesma vontade de fugir. Mas não há fuga. Estamos presos nas imensas perguntas que esses versos acendem. Loucura? Razão? O que é verdade aqui? Aliás, esta é a pergunta que podemos fazer dentro de qualquer livro de poemas — e ela ficará sem resposta. Hóspede da dúvida que nos engole no meio do caminho da vida, você pergunta: “é tudo coisa da minha cabeça?” Os poetas sabem, como poucos, borrar as fronteiras. Lembram daquele outro curitibano, de que Leo Gaede tanto gosta, anunciando que havia dois loucos no bairro? Um chutando postes, outro apagando palavras que não existem... ambos querem apenas uma mesma coisa: serem bem tratados. E por isso a amizade e o amor brilham nos cantos deste hospício. Enquanto seguia seus corredores, ouvi vozes vindas de outros hospícios. Ouvi o grito de Torquato Neto no Engenho de Dentro: “É preciso não dar de comer aos urubus. É preciso fechar para balanço e reabrir. É preciso não dar de comer aos urubus. Nem esperanças aos urubus. É preciso sacudir a poeira.” Ouvi Maura Lopes Cançado falando baixinho: “inventei o brinquedo sério do FAZ DE CONTA. E me elegi rainha”. Ouvi Gilberto Gil cantando “Sandra”: “eu sou tão inseguro porque o muro é muito alto/ e pra dar o salto me amarro na torre no alto da montanha/ amarradão na torre dá pra ir pro mundo inteiro”. Ouvi o falatório de Stella do Patrocínio: “Os normais tinham inveja de mim/ Que era louca”. Ouvi Lima Barreto, gênio altivo, preso onde seus “méritos literários nada valiam”: “na seção de indigentes, aquela em que a imagem do que a Desgraça pode sobre a vida dos homens é mais formidável”. Mas ouvir vozes talvez não seja o que vai nos

    Ficha Técnica

    Especificações

    ISBN9786585830133
    Pré vendaNão
    Peso240g
    Autor para link
    Livro disponível - pronta entregaNão
    Dimensões14 x 21 x 1
    IdiomaPortuguês
    Tipo itemLivro Nacional
    Número de páginas160
    Número da edição1ª EDIÇÃO - 2024
    Código Interno1206876
    Código de barras9786585830133
    AcabamentoBROCHURA
    AutorGAEDE, LEO
    EditoraTELARANHA
    Sob encomendaSim

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