HORIZONTES VERDES - PENSANDO O FUTURO DA AMAZÔNIA - 1ª ED 2027 VOLUME 2 - VOL. 2
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Sinopse
Horizontes Verdes - Pensando o Futuro da Amazônia - 1ª Ed 2027 Volume 2
Durante muito tempo, a Amazônia foi enxergada como objeto de exploração, reserva de recursos ou “espaço” à espera do desenvolvimento, especialmente a partir de do Direito moderno como soberania, território, sujeito e responsabilidade, que, hoje, são postas à prova por sensores, satélites, modelos preditivos, blockchains e plataformas digitais que ali convivem, e muitas vezes colidem, com cosmologias e práticas ancestrais dos povos originários e tradicionais.
A inteligência artificial não deve ser tratada como ferramenta neutra a serviço da proteção ambiental nem como ameaça abstrata a conter por meio de uma regulação desvinculada de suas condições materiais e territoriais. Os textos da obra reconhecem que ela pode ampliar a capacidade de observar e responder ao desmatamento, às queimadas e às mudanças climáticas, e examinam com o mesmo rigor os riscos de centralização decisória, opacidade algorítmica e dependência tecnológica. A crítica vem acompanhada de imaginação institucional, com arranjos em que normas, código, protocolos técnicos, práticas sociais e saberes locais se combinam sem recair no estatismo clássico nem na autorregulação de mercado.
A hipótese central é que a regulação da inteligência artificial e a proteção da Amazônia e do clima compartilham uma mesma insuficiência a ser superada: a separação da camada informacional, composta por dados, modelos e algoritmos, da sua camada material, territorial e biossocial, que a torna possível e sobre a qual produz efeitos. É dessa constatação que emerge a dupla leitura proposta pelo título. O direito ao futuro diz respeito às condições de preservação do clima, dos povos tradicionais e das cidades amazônicas. O futuro do direito, por sua vez, diz respeito à necessidade de adaptar respostas jurídicas que talvez já não sejam suficientes, isoladamente, diante da magnitude das transformações em curso.
A proposta dos autores não é abandonar a tradição dogmática, mas relê-la à luz dessas novas conexões entre tecnologia, território, sociedade e natureza. A Amazônia aparece, assim, não apenas como espaço de incidência do Direito, mas como lugar privilegiado para pensar seus limites e suas possibilidades diante de um futuro cada vez mais mediado por sistemas algorítmicos e por disputas em torno de recursos, dados e formas de vida. Mais de quarenta autores do Direito, da Antropologia, da Ciência da Computação e das Relações Internacionais, com a participação de autores indígenas, se propuseram à análise dos principais desafios, distribuindo essa agenda em cinco partes.
A primeira, “Amazônia, IA e os limites do futuro”, discute infraestrutura pública digital para o clima, tecnodiversidade, vieses algorítmicos e a figura do homo sacer do Antropoceno. A segunda, “Territórios, saberes e resistências digitais”, trata da ocupação indígena do espaço digital, da proteção coletiva de dados dos povos originários e do enfrentamento da biopirataria algorítmica. A terceira, “Dados, infraestrutura e governança digital”, reúne estudos sobre governança de dados ambientais, cidades inteligentes, blockchain aplicado a bioativos amazônicos, transparência algorítmica e embargo preventivo remoto no combate ao desmatamento. A quarta, “Materialidade da IA e impactos socioambientais”, aborda datacenters e soberania digital, lixo eletrônico, extração de petróleo, desinformação climática e consumo. A quinta, “Justiça climática, responsabilidade e respostas institucionais”, examina refugiados ambientais, racismo climático, justiça algorítmica nos litígios climáticos e ciência da atribuição na apuração da responsabilidade por danos climáticos.
Em comum, a obra é atravessada pela ideia da Amazônia como espaço de reinvenção do Direito. Leis e marcos jurídicos foram historicamente construídos a partir de narrati
Ficha Técnica
Especificações
| ISBN | 9788582427064 |
|---|---|
| Pré venda | Sim |
| Biografia do autor | Especializada em Direito Administrativo e Gestão Pública, com ampla experiência na interseção entre Direito, Tecnologia e Conformidade. Como Assessora Especial na Prefeitura de Canoas, atuou na promoção do debate sobre Governo Digital, Inovação e Transparência, com foco no uso ético e responsável da tecnologia, aliado à segurança digital, proteção de dados e automação de processos. Possui diversas certificações reforçando sua expertise em proteção de dados, compliance e direito administrativo. É membro das Comissões Especial de Proteção de Dados e Privacidade, Comissão Especial de Compliance da OAB/RS, membro da Rede InovaGov.Promove o debate técnico-jurídico sobre o uso ético da Inteligência Artificial e o impacto das novas tecnologias no setor público e privado. Advogada e consultora. |
| Peso | 700g |
| Autor para link | COSTALDELLO ANGELA CASSIA,ATZ ANA PAULA,DORNELLES ALINE MACOHIN ALYANE MARTINS,SOARES ANA MANOELA PRIMO DOS SANTOS,STRAHL BRUNA ALICE |
| Livro disponível - pronta entrega | Não |
| Dimensões | 1.2 x 17 x 24 |
| Idioma | Português |
| Amostra de conteúdo | Metabooks | https://api.metabooks.com/api/v1/asset/mmo/file/25c1ca62c0454bdb8d63b24f6dda4680?access_token=13a46dfd-5120-4c7b-ab97-24d073db9777 |
| Tipo item | Livro Nacional |
| Número de páginas | 560 |
| Número da edição | 1ª EDIÇÃO - 2027 |
| Código Interno | 1228837 |
| Código de barras | 9788582427064 |
| Acabamento | BROCHURA |
| Autor | COSTALDELLO, ANGELA CASSIA | ATZ, ANA PAULA | DORNELLES, ALINE MACOHIN ALYANE MARTINS | SOARES, ANA MANOELA PRIMO DOS SANTOS | STRAHL, BRUNA ALICE |
| Editora | FOCO EDITORA |
| Sob encomenda | Não |
